domingo, 11 de março de 2012

Experimentação







Experimentação, declaração, amolação, coração, reflexão...
Junte tudo, uma colher, três gotas e uma xícara de chá... Voilà! 
Uma deliciosa porção de improviso transcendente!




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mesmo que...






Mesmo que o mundo esteja explodindo lá fora, se eu conseguir manter as pazes aqui dentro já me considero vitoriosa... Tolos são todos os que querem mudar o exterior sem nunca ter pensado em olhar o seu interior...
#hipocresia

sábado, 7 de janeiro de 2012

E quando...

E quando passa? E quando deixa de doer? E quando amortece? Quando anestesia? Quando perde a graça? Quando perde a cor? Quando não tem mais sabor? Quando não incomoda mais? Quando não faz chover nos olhos? Mesmo assim ainda estou viva?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não confunda...



Amo o improviso, mas não a desorganização, não confunda a beleza da espontaneidade com o caos do descaso...
Amo os atores, mas não quem atua em tempo integral, não confunda atuação com falsidade...
Amo a arte, seja da forma que for, mas artistas renomados não são mais do que uma criança que pinta, não confunda arte com valor...
Amo ser muitas, mas amo ser só uma, não ME confunda com as muitas que há por aí...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Noite,


A noite engole vivo aqueles que aí estão para vê-la devorar...
Eu, como sigo serena sem pressa, 
Não olho no espelho, 
E sem pensar,
Não vejo a noite que me arremessa 
Na loucura do medo.
E de rima fraca e vazia sigo o enterro de falsa alegria...

(Juliana Rangel )

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RAIVA






Sem palavras para expressar o sentimento ao ver tão expressiva sua declaração de amor em imagem tão singular e colorida...
Ejoativa e nostalgica e nojenta...
Só me saiu uma coisa da boca: FODA-SE!
E um pensamento: AINDA BEM! SORTE MINHA!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Respiro

Respiro...
A raiva, rubra de fogo volta...
Respiro e respiro de novo;
A falta de ar esmaga;
Respiro.
Ouço, descubro tudo;
Respiro.
A vontade era sufocar-te mas,
Respiro.
E respiro ainda por que a dor vem,
Mas sei que vai.
E respiro livre...
Respiro pela raiva, pela dor do amor sim,
Mas ainda mais pela pena.
Respiro forte, três vezes...
Me acalmo;
A raiva volta e bate,
Não sou eu, é a raiva que bate na mesa.
Respiro...
Me vingo? Mereço? Revido?
Não, só respiro...
Passivamente recebo tu isso?
Não, só tenho coisas mais importantes na vida e por isso,
Respiro.
Além disso, no máximo sopro,
Sopro a tua indecência, a tua mentira, a tua desobjetividade, a tua negligência e a tua hipocresia,
Sopro pra longe de mim, para que eu possa respirar ar puro...
Enquanto tudo gira ao entorno e te vejo em vultos,
Respiro.
Respiro por que a onda vem e me bate na face,
mas ela volta e te revida por mim;
Enquanto eu respiro.


By Juliana Rangel - sim, é pra ti mesmo - E quem não for capaz de compreender a subjetividade de minha escrita jamais merece sequer trinta palavras trocadas comigo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

I go back to black...

Pois então...
vamos aos reclames do plim plim:
*Eu estou SOZINHA neste mundo;
*Minha familia ta longe;
*Não tenho amigos;
*A pessoa que eu amo não me ama mais.
Pronto?
Sem contar que ganho pouco, etc.

To entrando em depressão, com certeza...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Visualisações da Criança (Le Petit Prince)











Esta foi uma sintetização de um trabalho de flexão sobre esta obra literária de Antonie de saint-Exupéry (Le Petit Prince) sob um aspecto de discutir e problematizar as visualizações da criança.


*se copiar, faça a devida referência a fonte! (Juliana Rangel, (http://www.searchingforwonderland.blogspot.com/)

Selinho!




O que me leva ao céu? tanta, mas tanta coisa que me deixa feliz, mas nada me leva ao céu! Eu não preciso ir até lá, sou feliz aqui e agora!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Na aula...

Estava eu na minha aula da disciplina de Seminário: Infâncias, Juventudes e Vida adulta, discutindo muito sobre os textos estudados, quando, do nada, surge um helicóptero da brigada, com um militar na porta (qualquer coisa e ele caía [medo]) muito próximo aos prédios da universidade:



"Trio foi preso na Avenida Paulo Gama próximo à Reitoria
Em um carro Uno cor prata com placa de Canoas, propriedade da mulher de um dos assaltantes, eles fugiram pela Avenida João Pessoa. Acabaram interceptados por policiais do 9° Batalhão da Brigada Militar nas imediações da Redenção.

Com o trio, a BM aprendeu duas armas de fogo e uma réplica de plástico de uma pistola. Eles serão encaminhados para a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Capital.

A ação para capturar os suspeitos contou com o helicóptero do Batalhão de Aviação da BM.

Trio tem passagens por assaltos


Os três detidos têm passagens pela polícia. Com idades entre 30 e 48 anos, eles possuem antecedentes por crimes como roubo a estabelecimentos comerciais, furto de veículos e tráfico de drogas, segundo a Brigada Militar. Um dos presos teria, inclusive, participação em dois ataques a bancos."
(ZERO HORA - 17/06/2011)

Q bom, menos três na cidade, mas precisa o helicóptero?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

EDUCAÇÃO


Poderia falar inúmeras coisas neste aspecto, positivos e negativos e mais os neutros... Mas já dizia Foucault que não existe neutralidade onde há relações.

Por esse, e mais alguns motivos pessoais, me pergunto, qual a função da educação. E nesse caminho, recebo diariamente inúmeras respostas, por incrível que pareça em um mesmo lugar, a faculdade.

E lá vamos nós desde o início aprendendo a história da educação, sua invenção, os motivos e objetivos de tal e sua evolução ou não evolução. Embora eu veja a história como um processo que se repete, na perspectiva de que ela sempre busca as mesmas coisas, ainda sim se dá aí uma significativa evolução, pois essa busca gera diferentes mecanismos, criamos um mundo totalmente diferente ao de quarenta anos atrás, ou até mesmo de quinze anos atrás. Um dos campos em que operamos, vivemos, é no subjetivo, se não tudo, quase tudo o que fazemos é com base em algo idealizado por nós e que em si não faz sentido algum, por exemplo: estudar, se qualificar, trabalhar, ter dinheiro e viver bem. Essa experiência básica que todos nós fazemos na vida e parece que vivemos pra isso hoje, é fruto de uma ideologia, de um pensamento abstrato, um mundo irreal, mas que nos é profundamente real, o que muitos chamam de mundo sociocultural, que é intensamente vivido e qualquer área de “conhecimento”

E é nesse mundo sócio cultural, que vivemos, e que temos a EDUCAÇÃO. E este é um campo minado, no bom e mal sentido, há aí, neste discurso de educação uma concordância: a educação é necessária. Mas também, uma discordância crucial: QUE EDUCAÇÃO É NECESSÁRIA? E com essa perguntas surgem muitas outras, das quais não explorarei aqui. Mas me basta aqui registrar que é absurdamente inimaginável que não se pense hoje na educação, como um espaço sociocultural.

Vemos nas salas de aula, na minha própria sala de aula, na UFRGS, um método defasado de ensino, é claro sempre tem suas ressalvas e sujeitos que fazem um trabalho caminhando neste sentido cultural da educação; mas há aqueles que além de não enxergarem esse meio sociocultural ainda o excluem por completo do processo de desenvolvimento do sujeito, tendo como desculpa uma fundamentação teórica de 1800 e lá vai pedrada. Acho muito engraçado, na verdade chega a ser ridículo, que se dê EXPLICAÇÃOTUDO o que acontece na vida do ser humano por um viés psicológico. É óbvio, que o contexto se relaciona com o ser, o mundo não é fechado na família, seus significantes e o sujeito. E é absurdo que nós, educadores, ou futuros educadores, tenhamos que passar pro essa estranha experiência de aprendizado, onde temos que ignorar o aprendido em todas as outras disciplinas, por exemplo, só por que foi Freud que escreveu certas coisas. para simplesmente

E aí, me pergunto que educação é essa? Sistematizada, arcaica, entre outros. É claro, que se deve conhecer diversas realidades, é ótimo que tenhamos essa experiência aqui, mas também não há por que aprofundar algo que não faz mais sentido nos dias de hoje; deve-se aproveitar o que pode se aproveitar e buscar novas fontes para o que não pode ser aproveitado, e não se prender em teorias como se fossem o alcorão.

E no vai e vem das experiências e informações, só hoje, me dei conta, de que minha aula de filosofia, que eu achava ser inútil (por experiências anteriores e pessoais), tocou em um ponto crucial para eu entender o porquê desta disciplina: QUAL A COMPETÊNCIA DA ESCOLA? Em um aprofundamento sobre a arte, pude perceber que a contradição em que eu me encontrava. Eu, defensora das artes, da música, das manifestações culturais, estava ali, questionando o porquê de trabalhar sobre a arte em duas aulas de filosofia? Qual o sentido disso? Onde entra a educação? Claro, gostei da aula, mas a princípio, não consegui ligar o meu ensino com ela. Conseguia ter mil ideias e mil apontamentos para a prática pedagógica com crianças e adolescentes, pois já dei aula de música já tive um grupo de teatro certa vez; mas o meu ensino, a minha formação, era obscura pra mim. Não vi simplesmente naquela hora, a dimensão sociocultural que se lançava na aula, na reflexão e nas discussões... Eu não vi porque estava bloqueada pelos meus conceitos de filosofia e educação. Mas foi uma boa experiência, ao contrário da aula de psicologia.

Obs.: Mais tarde pretendo escrever sobre a música na educação e sua função social, que muito me interessa. E fica aqui a dica: sempre que trabalhar em determinada perspectiva faça o seu “público” entender qual a sua visão e explore além dela.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que é humano?


O que é ser humano?

Como nos tornamos humanos?

Será que é o dito "raciocínio lógico?"

Mas os outros animais também são lógicos, às vezes mais lógicos que nós.

Será que é pelo fato de vivermos também um certo "campo emocional", porque somos sensíveis ou sensitivos?

Repito, os outros animais também o vivem, sentem...

O que será então que nos difere? Com qual parâmetro operamos?

O que de fato dizemos quando vemos uma notícia de esquartejamento?

Isso é humano?

Há tantas formas de violação, de desrespeito, de violência... é o que dizemos...

Mas  afinal, de onde vem esses conceitos? 

Porque achamos humano uma mãe que amamenta e não achamos humano uma índia que amamenta um animal da sua aldeia? 

O que nos faz pensar que somos uma raça superior?

Me pergunto, se somos superiores aos outros seres, por que então necessitamos criar mecanismos que garantam a nossa sobrevivência? 

Como postos de saúde, supermercados, escolas, escritórios, governo?

Por que necessitamos criar símbolos, dá-los significados e operar o tempo todo com eles, como se o mundo verdadeiro fosse o nosso abstrato?

O que realmente nos difere dos outros seres? Será a criação e reprodução dessa simbologia?

Isso é "ser humano"? Em que perspectiva?

Ou será que isso é motivo para exaltar a raça humana, ou será que mostra nossa fraqueza e vulnerabilidade diante do mundo?

Ou será essa capacidade ou descontrole, como queira, de perguntar, questionar, duvidar e buscar conhecimento?

Quem, hoje, é humano?

(Juliana Rangel)

domingo, 10 de abril de 2011

Paz.
Pela morte das crianças daquela escola.
Justiça.
Pela péssima segurança da rede pública de educação.

terça-feira, 15 de março de 2011

Orgulho

Na realidade, todo adulto precisa de colo.
Todo adolescente precisa de alguém que o conduza.
Todo o ser precisa ser amparado.
Mas esse orgulho besta, que nos faz sentirmo-nos mais importantes do que somos,
não nos deixa, de fato, ser "humanos".
Dói engolir o orgulho, eu sei, mas às vezes é inevitável...
Depois que acontece, tudo melhora, abrem-se novos horizontes,
e a vida ruma para outra provação....

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mais Paz e Amor, Menos Motor!

 Em homenagem à quem passou pelos horrores na Rua José do Patrocínio, em Porto Alegre. E em protesto a negligência das autoridades responsáveis pelo trânsito, em primeiro lugar por deixar uma pessoa com transtornos bipolares dequele nível ter habilitação, em segundo pela falta de ciclovias e em terceiro pela falta de fiscalização e auxílio!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Senhor do Ônibus...

Conversei com um senhor no ônibus, ele vinha me falando que era escritor, que ganhou um concurso com um conto que escreveu e que publicou um livro em 2008 ( A Loira da Esquina - Dácio Barbosa) e levou mais de quatro meses para repor os gastos com o livro... Me falou também que o mundo literário é tão corrupto quanto os outros "mercados".
Eu sempre quis escrever um livro, mas fico pensando se não é perda de tempo, se vale a pena dedicar-me a um trabalho que é desvalorizado pela maioria.
Ele vinha com um manuscrito do seu próximo livro, estava revisando uma parte...
Achei tão interessante que mesmo desacreditado e sabendo das "trapaças" da vida ele continuava escrevendo, se dedicando...
E por fim percebi, que não basta ser bom, é preciso ser persistente... E Então me veio J. K. Rowling na mente. Depois de várias recusas, de diversas editoras, ela continuou; e olha onde está agora? Com o maior best seller de todos os tempos, a praticamente duas gerações!
Bom, não sei se pra mim daria certo ou não. Mas o que eu quero dizer é que não se deve desistir, nunca, é clichê, eu sei, mas é real... Deixe de ser conduzido pela massa, permita-se devanear por aí, empenhando-se naquilo que ninguém dá credito.
Uma amiga minha de infãncia, Aline, a Kôki, disse que aprendeu comigo a não desitir e pensar em todas as possibilidades; eu fiquei surpresa, porque jamais pensei que alguém pudesse aprender algo comigo, assim, pela vivência, pois é bem diferente de quando explicamos algo à alguém, quando se explica, espera-se atenção, e quando se vive, não... Que fique então a idéia, de que as coisas não acontecem por acaso e que a persistência é muito importante... Façamos como o Dácio Barboza, J. K. e muitos outros, se acredita em uma idéia, invista nela!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Fevereiro, esperei o ano inteiro, jogar bola na beira do mar" (8) - Maria do Relento

"Fevereiro, esperei o ano inteiro, jogar bola na beira do mar" (8) - Maria do Relento
Eu odeio janeiro, odeio fevereiro, embora todos anseiem pelas férias, eu tenho pavor!
Dá uma completa sensação de que estou perdida!
Sempre, desde que me conheço por gente, as piores coisas que me acontecem são nesses dois meses, a única coisa boa que me aconteceu em um desses meses foi quando eu passei no vestibular, e só.
Eu tenho pavor da areia da praia, embora eu ame o mar...
Eu tenho nojo daqueles bêbados que ficam por aí nas férias...
Eu odeio o CARNAVAL! ODEIO!
Aquele bando de gente junta, com hábitos extravagantes, seminuas, com aquelas músicas horrendas!
Tem festividade pior que essa:? NÃO!
A questão é que não tem sentido nenhum... Nenhum!
O natal, é nascimento de Jesus, troca de presentes, as crianças ficam felizes, páscoa é a ressurreição de Cristo, os ovos de chocolate! Aí tem, dia das crianças, dia dos pais, das mãe... Tudo, tudo tem uma finalidade compreensível! E o carnaval:? Não! Eu realmente não entendo o objetivo de sair por aí bêbado, mal vestido, ouvindo músicas tenebrosas (se é que dá pra chamar de música)... 
Talvez tivesse sentido os desfiles de rua, talvez ainda tenha sentido as escolas desfilarem, mostrarem seu trabalho, retratar alguma coisa por meio artístico, mas tem certas coisas que não tem sentido. E se é só por diversão, as pessoas poderiam fazer muitas outras coisas!
Eu sei, eu sei, cada um sabe do que gostar ou não, o que fazer ou não. Aqui só expresso que não gosto disso, não gosto de fevereiro, não gosto de praia e não vejo objetivo nenhum no carnaval! Somente.
Mas à todos um "bom" mês.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ah, objetos e objetivos...

Na verdade percebi o que eu era,
Um objeto e mais nada...

Sempre pensei em objetivo, em ser um, ou fazer parte de um....
Mas infelizmente eu não sou, pelos objetivos lutamos e nunca o abandonamos,
E, definitivamente, não o sou.
Eu era a pedra no caminho...

Mas já deixei de sê-la também, agora não passo de lembrança...
Sou nada mais que o nada...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

É tarde, mas não sei que horas são...

Já é tarde de mais...
O trem já partiu, as luzes se apagaram;
As pétalas caíram, o inverno voltou.
E os ventos são fatais...

Não sinto nada, além do vazio,
Esse remédio não dói, corrói...
Ele se chama solidão.
Troquei meu relógio de ouro branco, por uma pedra de xisto inútil.

Sem passagem, ao pé dos trilhos,
Se sigo, se fico, não sei mais...
Triste, só, habitada somente pela incerteza...
Será possível ficar cego sem olhos?

Mas vejo a luz ofuscante ao longe,
Ela vem certa, irreverente,  incontrolável,
Melhor assim...
Só me dói não poder ver a hora, pois troquei meu relógio por uma pedra...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O de sempre Senhor?

- Bom dia Senhor, o que vai pedir hoje? (pergunta a atendente).
- E eu tenho escolha? (responde o homem, dando risada, que sempre pedia o café preto e sem açúcar pra acordar antes de ir ao trabalho).
- Na verdade sim – responde a atendente - Sempre, a todo instante estamos fazendo escolhas, escolhas simples, praticamente não nos damos conta de que estamos fazendo escolhas... Até mesmo no momento de sair da cama e ir trabalhar (o que aparentemente fazemos por não ter escolha) é uma escolha pura. A verdade (verdade relativa, já que é a MINHA verdade) é que somos condicionados desde os primórdios da humanidade a acharmos que não a temos. Mas sim nós a temos, e escolhemos sempre, a cada segundo. Eu, por exemplo, escolhi lhe dizer isto, ao invés de ler um livro, atender outro cliente ou ir almoçar agora... Essas pequenas coisas parecem besteira, mas elas são fundamentalmente importantes para o sucessos ou fracasso de nossas vidas, se é que temos vida, pensando por este ângulo. A principal questão quanto as escolhas que fazemos, é que não queremos fazê-la, pomos sempre a culpa em alguém, e geralmente na “obrigação”. A verdade é mesmo se tendo obrigação de fazer algo, não quer dizer que você não possa deixar de fazer. Mas as pessoas se sentem tão amedrontadas com a opção de escolher alguma coisa, que elas acabam seguindo a corrente, e fazendo simplesmente o que todo o resto espera que ela faça, ignorando sempre, o sentimento gritante de fazer o que se quer. Sei muito bem, nos meus 20 anos de experiência (considerados pouco e muito ao mesmo tempo), que não se pode fazer o que se quer... Não, isso não é uma contradição, eu apenas disse que se tem sim, mais de uma opção e também que não se pode fazer o que se quer... Deixem-me explicar melhor: Escolher fazer o que se quer tem um custo, e geralmente não temos os dobrões necessários para pagá-lo, e ninguém quer ficar endividado até o pescoço. Quando escolhemos o que temos que escolher, como tomar banho ao chegar em casa, nada se altera na nossa vida, e conseguimos (por menor que seja) nos sentirmos quites com a vida e o resto dos seres, e em contrapartida nada muda. Exato! A parte positiva e negativa é uma só: NADA MUDA! Aí vem outro dilema, além de escolher o que fazer a cada eventualidade da vida, ainda temos que antes de tudo, escolher se queremos que algo mude ou não. E essa, meu bem, é a parte mais difícil de todas... E chegamos ao velho e bom clichê: “Quem sou? De onde vim? Pra onde vou?” E não tem coisa pior do que ficar se perguntando essas coisas, ou ficar tentando filosofar (filosofia é uma coisa inútil, só faz as pessoas que a estudam se acharem inteligentes de mais ao ponto de saberem tudo – pra eles – e viverem do mesmo jeito, hipócritas!), mas voltando, não adianta tentar achar tais respostas por um bom motivo: Elas não existem! Quem as tem, é um deus na Terra ou é tolo de mais para conseguir enxergar que suas respostas não passam de quimeras... E por fim, o que afinal, vale mais a pena? Escolher o que deve ser escolhido, ignorando que há opções? Escolher o que se quer, traçando um objetivo a seu gosto próprio? Escolher a mudança? A Mesmice? Pois eu posso responder! Quer viver bem? Quer ser “bem sucedido”? Quer sobreviver nessa sociedade? Então faça o que sempre fez, sua “obrigação”. Mas se quer ter o que se quer... Mudar... Ir além de onde esperam: pare, olhe, pense em um objetivo, e trace uma estratégia certeira, independentemente do resto do mundo, e denuncie e renuncie o que não você não achar condizente com o seu objetivo. Mas lembre-se: quase todas as pessoas que pensaram com o cérebro e seguiram isso morreram assassinadas, de overdose, ou depressão profunda por crise existencial!
- E então? Posso anotar seu pedido Senhor? O café de sempre?


(Juliana Rangel)